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Domingo II da Páscoa Ano A 12 de abril

A PAZ DE CRISTO RESSUSCITADO É O PERFUME DO AMOR DE DEUS QUE TUDO PERDOA E NOS CONVIDA A AMAR 

Neste 2º Domingo da Páscoa, a Oitava da Páscoa, é conveniente proclamar claramente três ideias: 1) Jesus venceu a morte e o mal, por isso não devemos temer nem o mal nem a morte. Os sinais das mãos e do lado mostram que quem venceu o mal e a morte é, de facto, Jesus de Nazaré. 2) Com a ressurreição, Jesus destrói o muro da morte e do medo e abre a porta da felicidade para nós. Os cristãos encontram-se todos os domingos à volta do Senhor ressuscitado, concedendo-lhes o amor de Deus. 3) Neste dia, Jesus convida-nos a não olharmos mais para o nosso “eu”, para o nosso “umbigo”, mas para o além. E devemos fazê-lo com os olhos da fé. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos fala-nos do nascimento da primeira comunidade cristã e das suas características. A leitura da Carta de São Pedro menciona o que a ressurreição de Cristo nos traz: a herança da salvação. É por isso que, no Evangelho da manifestação do Ressuscitado, o tema predominante é a fé nos sinais da ressurreição. Jesus aparece aos discípulos no primeiro dia da semana, que, por causa deste facto, será chamado domingo, isto é, o Dia do Senhor, o dia da vitória sobre o mal e a morte. Os discípulos fecharam-se em casa com medo, porque ficaram sem o seu mestre. E, de repente, Jesus coloca-se no centro e dá-lhes a paz, que os enche do amor de Deus. Então todos reagem com alegria e o medo desaparece. No entanto, Tomé, quando Jesus ressuscitado aparece pela primeira vez, não estava presente. É por isso que, no domingo seguinte, Jesus mostra-se particularmente a Tomé, que reage professando a sua fé, reconhecendo que Jesus é ao mesmo tempo Deus e homem. É interessante verificar que Jesus aparece, ambas as vezes, ao domingo, com uma semana de intervalo. É por isso que os cristãos continuam a reunir-se aos domingos. É também interessante o gesto que o Senhor transmite aos discípulos, amedrontados e espantados, para serem ministros da misericórdia divina: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. E logo a seguir “soprou sobre eles e disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos’”. Jesus confiou aos seus discípulos a faculdade de “perdoar os pecados”, uma graça que brota do seu lado aberto. Os discípulos, que se encontraram com Jesus ressuscitado, estão tão felizes que contam a sua experiência àqueles que não estavam lá. Todos nós também não estivemos nesse primeiro domingo. Alguém nos disse que Jesus ressuscitou. No início, talvez não tenhamos acreditado nisso, como Tomé. No entanto, descobrimos outras pessoas que se reúnem para ouvir a Palavra de Deus, partir o pão e participar do cálice, como Jesus nos disse. E então o que acontece com Tomé acontece connosco, que manifestamos a nossa fé dizendo que Jesus é nosso Deus e Senhor. Acreditamos que Jesus nos fala, parte o pão e partilha o seu cálice, oferecendo-o a nós para que nos unamos a Ele, aos outros e a todas as pessoas, especialmente com aquelas que são esquecidas e abandonadas. Quando Jesus diz: “A paz esteja convosco”, enche-nos com a fragância perfumada do amor de Deus, o amor que tudo perdoa e que dá força para amar sempre. Por isso, da nossa celebração, devemos sair felizes e animados a espalhar este perfume entre os nossos amigos, companheiros e vizinhos. Agora Jesus está presente na Igreja e a alegria é uma reação a esta presença. Agora a experiência pascal originária permanece na fé: “felizes os que acreditam sem terem visto”. Acreditar que a morte foi derrotada por uma pessoa que nos ama e que quer o melhor para todos, faz-nos felizes, dá-nos uma paz e uma alegria que não podem ser explicadas. Tudo o que vimos e ouvimos é porque acreditamos “que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome”. Sejamos mensageiros e transmissores do perfume da paz de Jesus por toda a parte.

Sugestão de Cânticos
Entrada: Nós vimos o Senhor, F. Santos, NCT 174; Povo eleito Igreja Santa (M. Faria) – NCT 177; Eis o dia que o Senhor fez (J. Santos) – CEC I 146; Ofertório: Regina cœli, c. greg., NCT 205; Tomé, porque Me viste, acreditaste (M. Borba) – IC 855; Eu estive morto (M. Luís) – LHC II 489; Comunhão: Aproxima a tua mão, F. Santos; Senhor, eu creio que sois Cristo (F. Silva) – CEC II 42; Sempre que comemos o pão (F. Santos) – NCT 198; Final: Cantarei eternamente (M. Luís) – CT 380; Hinos de Glória (F. Haendel) – CT 410.
Leitura Espiritual

Abriram-se para nós as entranhas da divina misericórdia! 

Cantarei a misericórdia do Senhor pelos séculos e de todo o povo diante, porque ela é de Deus o atributo superior e, para nós, um milagre incessante. Da mais santa Trindade divina a verter, mas de único amoroso seio somente, na alma, a misericórdia se há de ver, quando o véu vier a tombar totalmente. Da fonte da misericórdia, Senhor, flui toda a felicidade, vida e concórdia, então, todas as criaturas, em amor, entoai o cântico da misericórdia. Para nós se abriram as entranhas do amor pela vida de Jesus pregado na cruz: nem duvidar, nem desesperar, pecador, confia na misericórdia, serás santo na Luz. Como raios, duas fontes jorraram afins do lado de Jesus, coração do Amor, e não para anjos, querubins ou serafins, mas para a salvação do homem pecador. (Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa, Diário (Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003), 522)

 
Redação: Pe. Jorge Seixas
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